Como organizar as finanças pessoais e começar a investir

Descubra métodos práticos para controlar gastos, planejar o orçamento e fazer seu dinheiro render melhor

Na correria do dia a dia, nem sempre é possível cuidar das finanças pessoais como gostaríamos. Mas existem ferramentas que podem facilitar o controle, mitigando os riscos de entrar no vermelho – ou seja, de gastar mais dinheiro do que ganha.

Mais do que isso, com planejamento e disciplina, é possível organizar o orçamento doméstico de modo a criar um fundo de reserva para despesas inesperadas (questões de saúde ou desemprego, por exemplo) ou mesmo para realizar seus sonhos. Neste artigo, você saberá como.

Como identificar para onde vai o seu dinheiro

A gestão financeira pessoal é a ferramenta certa para organizar as contas dentro de casa. Para começar é preciso ter consciência sobre o destino do dinheiro – para onde está indo, todo o mês, a renda que você obtém?

Nathalia Arcuri, especialista em finanças e criadora da Me Poupe!, dá algumas dicas e sugestões. Ela diz que, ainda que possa doer pelo choque de realidade, é imprescindível investigar quais são os seus gastos – para isso, uma boa pedida é imprimir os extratos dos últimos três meses da conta bancária e as três faturas mais recentes dos cartões de crédito.

Falta agora quantificar as receitas mensais, sejam elas fixas ou variáveis (neste último caso, você pode estipular uma média mensal de ganhos).

Com esses dados, você pode montar uma planilha reservando uma coluna para receitas e outra para despesas. Na internet, existem modelos de planilhas gratuitos e fáceis de baixar.

Pronto! Agora você está diante do raio X de suas despesas pessoais – e vai poder analisar com calma o destino de seu dinheiro.

Escolha um método para controlar seu orçamento

A partir dessa radiografia, é possível definir prioridades e estabelecer metas. Estipule um teto de gastos mensais e, em seguida, calcule quanto vai precisar economizar para atingir o objetivo.

Uma dica é separar as despesas por categorias, e depois fixar um percentual de receitas para cobrir cada uma.

Existem diferentes modelos que podem ser seguidos. Nathalia Arcuri sugere que:

  • 55% dos ganhos sejam destinados às despesas essenciais, como comida, luz e aluguel;
  • 30% das receitas para investir em objetivos de médio e longo prazos e na aposentadoria;
  • 5% para cursos e educação (não propriamente a educação formal, mas atividades que promovam atualização de conhecimentos ou capacitação profissional, de modo a aumentar o seu valor de mercado);
  • e 10% para fazer o que quiser – sim, é uma recompensa pela dose de sacrifício e disciplina que você está tendo, afinal, ninguém é de ferro.

Outros modelos também podem ser usados, como 50-30-20 (50% para despesas fixas, 30% gastos variáveis e 20% reserva financeira) ou 60-10-10-20 (60% despesas básicas, 10% despesas de longo prazo, 10% despesas de curto prazo e 20% para lazer).

O importante é seguir um método!

Hábitos que fazem diferença no seu orçamento

Os especialistas oferecem sugestões práticas, como usar a cota de saques permitidas por seu banco a cada mês e separar dinheiro em espécie para o pagamento das despesas fixas.

Isso contribui para que você tenha uma noção mais exata do valor disponível para gastos ordinários como luz, aluguel, celular, tv a cabo etc. Ao mesmo tempo, pagar à vista com dinheiro vivo, em muitos casos, é uma forma de obter bons descontos nas compras e ainda não comprometer a renda no futuro.

Outra coisa: no quesito cartão de crédito, lembre-se de que a opção menos recomendada é efetuar o pagamento mínimo da fatura. Além da incidência de juros rotativos (os mais elevados do mercado), você vai acumular o débito para o mês seguinte, o que pode virar uma bola de neve.

Depois de organizar as finanças, é hora de investir

Depois de organizar as finanças, se sobrar algum dinheiro para investimentos, lembre-se de escolher aplicações financeiras de boa rentabilidade, que tenham afinidade com o seu perfil de investidor.

Não adianta tentar copiar os investimentos de algum amigo ou de alguém que você segue na internet. Bolsa de Valores, por exemplo, é uma área de risco e exige conhecimento para evitar prejuízos.

Uma das opções é o investimento em LCI, sigla para Letra de Crédito Imobiliário. Trata-se de um título de renda fixa, de curto e médio prazo, que possui isenção de IR para pessoa física e é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito em aplicações até R$ 250 mil. As taxas de rendimentos são atraentes, indexadas ao IPCA ou CDI.

O LCI da OXY funciona assim: você destina parte do seu investimento para financiar empreendimentos imobiliários e nós devolvemos com juros atrativos ao final do tempo previsto.

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